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Vidéo

 
août 2009

Pixitotinha

              

 

 

                                        Reclamando a ausência de Jitirana Flor...

                De repentemente senti saudades de uma pessoinha que mora no coração! Ela não dava notícias, nem um imeiozinho de alô! Tô bem, como vai, alguma novidade? Nada! Sabe, por vezes quando a gente menos espera bate essas vontades! Não. Não é carência é aquela falta de dengo que não dispenso para funcionar a todo vapor.

                A mão tava solta vadiando no cigarro, resolvi dar trabalho aos dedos preguiçosos. Tô ficando ligeiramente enquadrado nas teorias do Hermeto Phascoal, tudo é música, de tanto ouvi-lo peguei a mania. O baião Bebê é o mais perfeito pop jazz que conheço. Miles Davis que o diga! Mandei um recadinho pra moça... Que é compositora e musicista.

               Jitiraninha pra ôce sonhar na insônia!

             Revendo meus alfarrábios, das minhas insônias e tentando organizar a produção literária, encontrei uma chuva de letras onde divago no meu pensar a vossa nobre pessoa sentada no lagedinho da porta, conversando com a melodia aquém das harmonias, na companhia de um sapo percussivo com seu coaxar. O olhar guloso do bichinho espirrador de leite, parecia feliz marcando o compasso no gogó!

            Quando não conciliar teu sono com Jitira, jitirana tira Ana do seu colo Jitiraninha e põe essa Pixitotinha pra dormir. A princesinha do brejo aluado por dona Lua buscava seus desejos mais íntimos nos acordes feridos. E o sapo percussionista como por encanto começou a cantar:

O tambor tocou na mata

E a seriema responsou

Acorda viola vadia

Que a hora já chegou

 

Teu sonho é verdadeiro

Vá na chama do nego, nagô...

O sereno deu de ré

A relva não molhou

 

Só me resta a lua cheia

Pra banhar o meu amor...

Sereno serenar

Sereno serenou

Só me resta a lua cheia

Pra banhar o meu amor...

              E o sapo animado autorizou a Jitirana cantadeira fazer um escalpo, mesmo que ele ficasse com pele de rã, tinha que fazer um pandeiro pra sua Flor! O fato é que a noite se foi pra lua se esconder e o diabin do sapo nem mais um mosquito queria comer. A língua ficou curta, os zóios marejados, entoucou atrás da porta e toda noite canta Vem cá Jitirana Flor, Vem cá Jitirana Flor, dá nutiça pra mim...

Pixitotinha morena

 

Entre ser e estar prefiro estar feliz com você

Assim jamais escutarei a melodia aprisionada

Nas gaiolas dos senhorios que festejam a bela

Busco o teu sorriso entre as nuvens na solidão

Fiapos de retalhos da memória líquida cristal

Momentos únicos pousados no olhar plural

É do teu ser encantado a cor do musgo laranjal

Gestos sedais no canto flutuante a doce voz

Quem sabe um dia possa ferir os acordes guia

Da canção que me fez chorar de amor e alegria

Pegadas das imagens impressas nos trastes

Do cedro violão acalentado em teu colo quente

 Não há como esquecer as letras do teu nome

Bordadas com carinho e pudor em ponto de filé

Fêmea guerreira artesã está pronto o cafuné?

 

 O tambor tocou na mata

E a seriema responsou

Acorda viola vadia

Que a hora já chegou

 

O teu sonho é verdadeiro

Vá na chama do nego, nagô...

O sereno deu de ré

E a relva não molhou

 

Só me resta a lua cheia

Pra banhar o meu amor...

Sereno serenar

Sereno serenou

Só me resta a lua cheia

Pra banhar o meu amor...

                                                   Olympio de Azevedo

                                                 26.08.09 no Toco da Vela

 

juillet 2009

Meu Pequizeiro

 

 

                        Meu pequizeiro

                                         Olympio de Azevedo

 

Seria o sol suficiente para os nossos dias?

                          Donde as árvores anseiam toda claridade

Sem pedir nada em troca filtra o oxigênio

                          Entre as trilhas da diversidade maturada

E ao sabor do vento a folha simples cai

                          Completou a tarefa de alimentar a seiva

 

Novas folhas da copa piramidal renascerão

                          Ambiente de a existência impar secular

Ressalta do seu berço a função florestal

                          Sentiu no cerne a dor da machada afiada

Não sucumbiu nas mãos dos madeireiros

                          Continuas abrigo seguro para os animais

 

Seu fruto o pequi alimenta as espécies

                          Da fauna acanhada ao homem predador...

Raízes curtidas na força e beleza das flores

                          Abrigo das pacas e da sementeira natural

O abrolhar para perpetuar o ciclo de vida

                          Vida que supri as madeiras nobres extintas

 

Eterno pequi aqui não ficara sem floração

                          Mãos incautas não irão abater seu tronco

Outra vez amor maior para o seu cerne vivo

                          Vigilante a sua sombra e toda sua história

Sua fibra não será papel para um poema

                          Será alma integral das forças à natureza.

 

                                                                                              Serra do Timorante,

                                                                                                 14 de julho 2009.

 

 

 

 

 

 

juillet 2009

Características de Salvador...

Salvador, para aprender e se divertir!

Divisão Física 
Salvador se divide entre Cidade Baixa e Cidade Alta

Cidade Alta: está Pituba/Itaigara/Iguatemi: é o que importa. A única parte civilizada da cidade é o resultado de um prefeito que construiu uma avenida e ficou com preguiça de fazer o resto.

Centro Histórico: Consiste em Barra, Ondina, Pelourinho e adjacências. É habitado somente uma vez por ano, no carnaval. Durante o resto do ano, somente turistas têm a disposição de subir as ladeiras do Pelourinho para ver o Elevador Lacerda ligar o nada com lugar nenhum.

Norte: A cidade é limitada ao Norte pelo time do Bahia, bem pertinho do Bompreço. Mais ao Norte, é onde ficam as praias. Oficialmente começa em Jaguaribe (uma praia) e termina em Vilas do Atlântico (outra praia),passando por Itapoã (Outra praia que ninguém sabe como se escreve, Itapoan, Itapuã ou Itapoã). Seu acesso se dá pela Avenida Orlando Bloom, que tem a maior média de assalto do país: 2 assaltos por pessoa, por minuto. 

Brotas: é a Brooklin soteropolitano. Um núcleo de resistência independente. Tem dialeto, moeda e governo próprio. Precisa de passaporte pra cruzar a fronteira.

Cajazeiras: Não confundir com 'cachaceiras'. Começa em Cajazeiras 1 e vai até Cajazeiras 15785. Também tem vida própria e até hoje ninguém descobriu como chegar até lá.

Ribeira: Tem sorvete na sorveteria da Ribeira, indicada pelo Guia Veja em mil novecentos e bolinha.

Liberdade: é um dos bairros mais importantes de Salvador, por conter passagens secretas que desafiam as leis da física e confirmam a teoria da quarta dimensão.

Feira do Rolo: local onde você compra o que quiser e quando quiser. É um supermercado, que sempre tem o que você procura. Lá existem coisas como fósseis de pterodátilos, órgãos para transplantes, animais em extinção (qualquer um, de tigres dentes de sabre a mutantes), armas que nem a polícia tem e objetos que foram roubados da sua casa.

Divisão Química
Salvador é composta por átomos de Hidrogênio, Axé, Dendê e Leite de Côco.

História
Idade Antiga: Melhor perguntar a Dona Canô.
Idade Média:  em seus Feudos , os caciques Tupinambás exploravam os camponeses num regime conhecido como vassalagem. Foi a época dos grandes torneios de miserês, piriguetes e tingalagatingas.
Idade Contemporânea: 1798 - Nasce ACM
1815 - É inventado o Trio Elétrico e o carnaval é descoberto
1830 - ACM vira imperador da Bahia(...)
1990 - Ivete Sangalo lança 1º CD.
1991 - Ivete Sangalo lança 2º CD.
1992 - Ivete Sangalo lança 3º CD.
1993 - Ivete Sangalo lança 4º CD..(...)
1996 - Recomeçam as obras do metrô de Salvador, projeto para 2004. Surge em Salvador a primeira música que não é Axé, o Arrocha.
2005 - O arrocha é esquecido.

Previsões:

2080 - Ivete Sangalo lança 90º CD.
2090 - O metrô é inaugurado.
2093 - Morre em Salvador Ivete Sangalo.
3091 - Morre em Salvador ACM Neto.
3099 - ACM ressuscita
3666 - ACM assume ser o Anti Cristo Miserável..

Clima, Vegetação e Hidrografia
Em Salvador, faz calor. Há apenas duas estações: o verão e a de ônibus. 
A vegetação da cidade consiste em coqueiros. 
O principal rio chama-se Cocô Beach, e fica no bairro do Costa Azul.
Depois do fracasso do Bahiazul, estuda-se a possibilidade de mudar o nome do bairro para Costa Marrom, ou Costa Negra.

Cultura
Não se pode esquecer que Salvador sedia a maior manifestação cultural popular do mundo: o Carnaval. É nessa época que o soteropolitano gasta a energia do ano todo, correndo atrás do trio, correndo atrás de mulher ou correndo da polícia. O carnaval é tão importante para o baiano que, para não ter que esperar um ano inteiro, já se inventou uma série de festas como Festival de Verão, Bonfim Light, Babado Elétrico, Trivela, Ensaio Geral,  Sauípe Folia, Piu-Piu, Sfrega, Bosque, 2 de julho, Lavagem de Ondina, Lavagem do Beco e muitas outras lavagens.

Língua
Em Salvador é falado o Baianês, que conta com seu próprio alfabeto: A Bê Cê Dê É Fê Guê Agá I Ji Lê Mê Nê Ó Pê Quê Rê Si Tê U Vê Xis Zê.
Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantado. Não existe também o gerúndio: o 'd' é excluído no 'ndo', o que resulta em 'falano', 'correno', ao invés de falando e correndo. Aletra G (fala-se Guê), também não é usada na maioria das frases, quanto tem som de J (Ji), dando lugar ao R (Rê). Simplificando: A gente, fala-se 'Arrente.' Mas, em alguns casos, também a letra S (Si) pode ter o som de R (Rê), de forma que a frase 'As camisas das mulheres' vira 'Ar camisa dar mulé.'

Algumas frases cotidianas
Colé, meu brodi! = Olá, amigo!
'E aí, pai?' = Olá, amigo!
'Fala, nigrinha!' = Olá, amigo!
'Diga aê, seu xibungo!' = Olá, amigo!
'Faaaaala, minha puta!' = Olá, amigo!
'Colé, miserê!!' = Olá, amigo!
'Diga aê, disgraça!' 
= Olá, amigo!
'Diga aê, negão!' = Olá, amigo!
'Ô, véi!' = Ô, amigo!
'Colé de mermo?' = 'Oxe!' 

Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.

'Lá ele!' =
Eu não, sai fora! (Ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.)

Transportes
Os soteropolitanos contam com um sistema de transporte público extremamente pontual que nunca se atrasa para o dia seguinte. O metrô, por exemplo, até agora nunca teve nenhum caso de atraso, a não ser os 30 anos de obra, ainda não concluídos. Salvador também tem o único metrô que passa por cima da cidade  ao invés de por baixo (alguns dizem que a Disney está querendo comprá-lo, pois é a maior montanha russa do mundo.)

Moda em Salvador 
É a única cidade em que o Reveillon está sempre na moda. Todo mundo veste branco o ano inteiro, a não ser no carnaval, quando a única vestimenta usada é o abadá. Lojas de moda não lucram em Salvador, pois os ingressos das festas já vêm com a camisa.

Economia   
Só se sabe que o baiano nunca tem dinheiro para nada. Mas sempre sobra pra bebida e pro Chicretão.'
***

Não repassem além dos limites da 'província'!!! 
Sabe comé... Roupa suja se lava em casa, né mermo meu brodi?
Grande abraço

                                                 Autor preguiçoso desconhecido

mars 2009

A Rosa da Serra do Ramalho

Rosa Maria das Flores

      A rosa da Serra do Ramalho. *

     

·         Fui a Serra do Ramalho colher rosas e conversar com o jardineiro, que cuida dos jardins públicos.! Gostaria de cultivar aquelas rosas. Meu antigo PC me privou de colocar uma foto aqui, foi consumido pela fumaça dos meus cigarros.

·         É difícil passar a textura delas e a cor forte com algumas letrinhas. Diria eu, ser rubra encarnada formando aspirais simétricas, magestosa no talo, sempre cortejada por novos botões.

·        A primeira vontade que vem é de saboreá-las medindo e pesando cada pétala com os dentes e a língua. É uma sensação estonteante na medida em que voce vai mastigando com certo cuidado, parece estar viva, principalmente quando solta o aroma inconfundível!

·         Alguem na rua gritou: - tem um doido ali comendo as rosas - Não dei atenção receioso que me atirassem uma pedra! Rosolvi despencar as pétalas, das duas colhidas, em plena maturidade e me distanciar do roseiral para degustar a essência, na sombra de uma paineira.

·         Me senti possuido pelas rosas! Levei uma duas horas olhando o roseiral, deliciando-me! Em dado momento apareceu uma senhora, que se aproximou de mim me perguntando: - O senhor gostou delas? Respondi afirmativamente, quando ela me fez o convite para tomar um vinho feito com aquelas rosas!

·         Não acreditei, era uma experiencia nova e eu poderia matar a minha curiosidade! Não me fiz de rogado e comecei a caminhar ao seu lado. Ela tinha os passos firmes e o mesmo perfume delicado das rosas. Tentei adiantar os passos para ver o seu rosto, porque de corpo era uma bela femea!

·         Ela parecia ter pressa em chegar ao seu destino! Andamos juntos, ela sempre um passo a frente, fato que começava atiçar minha cabeça limpa de devaneios. Aquelas alturas em terra estranha toda companhia era válida. Andamos aproximadamente uma meia légua, para um local que me parecia um assentamento pouco povoado, uma agro-vila.

·        Tentei travar uma conversa, mas o calor era sufocante e comecei a sentir sede. Respirei aliviado quando ela disse firmemente: - Moro aqui. Quando se anda em estrada tipo trilha, os olhos têm que ficar atentos para evitar dar de encontro com uma cobra!Tenho experiencia nessa área!

·        Era uma casinha igual a todas existentes no local com um diferencial forte! Um roseiral com as mais belas rosas que meus olhos já pousaram! Todas rubras, um vermelho encarnado que parecia sangue!

·         Fiquei paralisado por um bom tempo admirando e viajando, quando ela chegou perto de mim com um copo d´água, pude nesse instante, olhar nos olhos e me sentir indefinidamente encantado. Belíssima a guardiã das rosa!

·        Meu corpo tremeu e ela me conduziu para uma varanda de telha vã, me fez sentar num banco tosco feito de alguma madeira queimada! O perfume do roseiral já me embriagara!

·        Fiquei literalmente tonto, ainda pensei que ela puderia ter colocado algo na água, quando ela comentou: - Sinta-se previlegiado pelo seu primeiro porre com o aroma das rosas da Serra do Ramalho...

·        Meu nome é Rosa Maria das Flores, nome de batismo, fui interna de um sanatório por comer todas as rosas que tinhamos no jardim da casa de meus pais em Vitória da Conquista.

·        Me alimentava delas todos os dias como se fosse uma enorme formiga! Fugi do sanatória e caminhei a esmo durante muitos dias e noites terminando aqui minha bem aventurada decisão.

·         Plantei todas as rosa que cercam a casa, desenvolvi uma fórmula a partir do mel de abelhas e produzo artesanalmente o vinho das Rosas. - O olhar daquela femea era simplesmente devastador, de um magnestismo impar!

·         Naquele instante eu já não suava e ela me ofereceu um banho! Como não aceitar! Ela me deu um toalha de algodão impecável e me mostrou a direção do rosanário.

·         Era uma espécie de banheira com pedras brutas, a céu aberto, uma água corrente bastante fria. Fiquei receioso de entrar no meio de todas aquelas petálas rubras boiando, como se um festival fosse!

·        Ela disse que ia preparar uma refeição enquanto eu tomava o meu banho. Não sei precisar quanto tempo fiquei deitado naquele rosanário... Desconfio que dormi.

·         Em determinado instante pude ainda ver a lua passando no céu e um cântico distante, mas bastante audivel para saber que se tratava de uma canção inédita, possivelmente feita para femea das rosas por algum andarilho cantador.

·        Passei a mão numa calça curta na mochila e uma camiseta e me aventurei ir na sala. Mesa posta com velas e nada menos que umas vinte pequenas cestas feitas com espinhos das roseiras, cheios de iguarias com base nos talos e pétalas de rosa. Uma jarra do vinho de rosas na temperatura ambiente.

·         Pirei! Ela literalmente nua me convidou para jantar pondo em seu corpo, todos os manjares de rosas por ela produzido. Com a voz suave ela disse estar servido o que ela chamou de rosetalar...

·        Eu não sabia por onde começar e ela com as mãos habeis indicava o que deveria comer. Eu não sabia se comia ou afagava aquele corpo estonteante! A pele parecia um veludo tal a maciez!

·        Uma coisa ficou bem claro para mim, - não deveria usar as mãos - e assim foi feita a vontade dela e a minha...

·        Passei treze dias nesse encantamento e perdi quase quinze quilos! Lembro dos últimos instantes antes de partir, enquanto recebia uma massagem com talos cheios de espinhos, a senhora das rosas, me fez prometer de nunca mais alí voltar.Vez ou outra a saudade aperta... 

·        Quando dei por mim estava sentado no mesmo lugar da praça, na sombra da paineira, e o cheiro das rosas impregnando minha alma sertaneja...

                                                           Olympio de Azevedo

                                                                                    Terra de Oxalá

                                                                                      26.03.09

*Conto floral com base no “Cântico dos Cânticos”,

  sem preocupações teológicas ou literárias. Cap. V

 

 

 

 

 
décembre 2008

Conheça Socorro Lira

Convite

Socorro Lira

                               Foto: Alexandre Andrade

Conheça Socorro Lira*

Ela é incansável como intérprete e compositora! Raizeira da cultura musical dos Quilombos, chama um côco como nativa de Brejo do Cruz, na Paraíba, pra ninguem "butar" defeito. Com o pandeiro cadenciado pontua a voz suave e doce... No yjêxá "Sede de Amor" dá um passeio afro que encanta os mais exigentes!

                                                                                                                                  Olympio de Azevedo

Nascida em Brejo do Cruz, Paraíba, reside em São Paulo – Brasil. Poetisa, compositora, intérprete, instrumentista e produtora cultural. Autora do projeto Memória Musical da Paraíba. Formada em Psicologia. Inicia-se ao violão como autodidata, vindo a estudar técnica violonística e introdução ao violão clássico no DART/UFCG.

• 2008. Agenda internacional: II Encuentro Internacional “Somos de Maiz”, Caracas - Venezuela; projeto A Alma do Nordeste, Embaixada do Brasil em Atenas – Grécia; artista brasileira convidada da VII Mostra da Oralidade Galego-portuguesa / “Ponte... nas ondas!” – Galícia (Espanha), entre outros. • 2007. Edição do livro - Aquarelar (poemas próprios, lançamento da autora).

• 2007. Produção e direção de um vídeo-documentário sobre o côco-de-roda de Caiana dos Crioulos (Paraíba).  Espetáculos e gravações na França e na Galícia/Espanha. Destaques no ano 2006. Lançamento do CD Intersecção – A Linha e o Ponto em programações do SESC/SP, Funarte, Banco do Nordeste, Petrobrás, em universidades no Brasil e na Europa.

Preparação da segunda etapa do projeto Memória Musical da Paraíba, incentivada pela Lei Rouanet. Aula-espetáculo e espetáculo em universidades européias(Porto – Portugal; Poitiers e Sorbone – França; Vigo – Galícia/Espanha). Palestra”Cantares de Mulheres na Paraíba” no II Segundo Congresso de Literatura Marginais na Faculdade de Letras, Porto – Portugal.

Pesquisa sobre literatura e música medievais na França, Galícia/Espanha e Portugal para o projeto-álbum Cores do Atlântico. Participa do projeto Música do Brasil – Baião dos anos 60, no SESC Pinheiro (SP). Homenageada na Terceira Semana Cultural de São Bento (PB). Compõe a trilha sonora do vídeo-documentário O Ramo (PB). Fez a trilha sonora original do curta-metragem A Espera (RS).

 Em 1988 excursiona pela Itália recebendo o Premio Europa de 98 da Associazione Senza Frontiere (Milão). Discografia CDs As Liras Pedem Socorro (lançamento 2007) Intersecção – A Linha e o Ponto ( Petrobrás Cultura 2004-2005/MINC, 2006) Cantigas de Bem-querer (2003) Cantigas (2001)

                                                                *Extraído do folder de apresentação da artista Socorro Lira quando do lançamento do seu CD “As Liras pedem Socorro”

novembre 2008

Instante Cubista

Instante Cubista

Olympio de Azevedo

Parado no pensamentar ao largo
Novelo de imagens sobrepõe-se
Sol nascendo na chuva do vale verde
Real da torpe, visão imaginária
Sons desordenados fazem trilha
Raio de ouro frio na pele

Sincronia quase perfeita
Capaz de realizar desejos infinitos
Madrugada pensamento só
Modificando eles o comportamento
Tempo andante não mede espaço
Horizonte fronte banhada de suor

Devassa intimidade sem autoria
Constrói e destrói na paralela
Frescor da manhã, bruma seca
Ações e reações térmicas lúbricas
Provocam massagens de prazeres
Transparência do imaginário fiel

Estilhaços ferindo a nudez da mudez
Na beleza estática do lume interior
Sonho orvalhado e anseio despido
Corpo imóvel no deserto do pensar
Foge à realidade o olhar profundo
Pássaro leve, festival sem natureza

Acometido vaga doce via louca nua
Espinhos de pedras duro calcanhar.
Amanhecer que revoa da vida vital!
Adejar o sereno sonhar do infinito
Cru nos anseios, tosco no despertar
Com ela e ele a esperança vai e vem...

 

octobre 2008

Coração predador

                                                     Coração predador,

 

                                                                                  Olympio de Azevedo

 

 

Sedutor, galanteador, Dom Ruan, Casa Nova, galã, namorador, atraente, charmoso, fascinante, deslumbrante, sublime, inspirador, aprazível, ameno, delicioso, carismático, encantador e poético. Não há caber para tantos papéis! Cabe-me apenas o neanderthal nouveau!

 

Sublimo o sonho, vou à busca da minha trilha caminhando no de o eterno caminhar sobre as estrelas e entro na bolha da lua e me desfaço no pingo do sol para banhar teu corpo nu. A bela me vê melhor que ninguém todos os dias, na certeza de que todo objetivo tem seu ponto fraco, embora confesse ser apenas um impulso atávico!

 

Herança genética primária! Quanto mais me conheceres, mais diferentes almas sentirás em ti. Folias com os alegres; sonhas com os poetas; os aristocratas, criados entre artifícios, amam em ti, pelo atavismo de teus apetites abrasivos e instintos atrevidos, e tu amas neles suas fidalgas maneiras traduzidas em pura poesia escrava. 

 

Inerente do desejo coletivo de uma inteligência rara... Bem percebida pelo poeta das cavernas, onde os cristais reluzem o lirismo da amizade profunda da musa, enquanto profundo não for o amor. Quem é essa feiticeira cujo perfume entra na alma sem ao menos materializar seus espinhos que fere e faz sangrar todo o corpo?

 

Não há principio ou fim enquanto o mar esconder na profundeza o tesouro de Andra e os poderes de Lis. Velejo no coração mareante sem rumo por falta de leme. Nem ao menos uma bússola para indicar a direção do vento, arrasta-me em nome da natureza em meio a trovões e tempestades.

 

Com a adaga afiada a musa é a completude! Rogo por um olhar e negas, por uma voz e cala-se, por um encontro e foges... Tornei-me escravo da adversidade servindo uma rainha que impele o aríete contra as portas da cidade em plena maturidade. Tenha certeza: - Jamais usaria o arco e flecha para ferir teu peito... Um lápis e papel talvez sim!

 

                              

                                                                Bunker do Gabeira

                                                               Novo prefeito do Rio

                                                                    15.out.2008

septembre 2008

Velas Dançarinas

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Velas Dançantes

août 2008

Ninfeta de Andara

 boomp3.com
Ninfeta de Andara
août 2008

Cavaleiro de Cedro

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août 2008

Pois é Giló!

   boomp3.com

 

 

 

Pois é Giló!

 

O intelectual tem que fomentar cultura e saciar a sede do saber e o artísta preferiu refazer o que nunca fez refazendo em outros palcos...

 

Aquele abraço,

                                                                         Olympio de Azevedo

juillet 2008

Cativa Natureza

 boomp3.com
Cativa Natureza
juin 2008

Acaso Projetado

   boomp3.com

Acaso Projetado

juin 2008

Feliz Dia dos Namorados!

        boomp3.com

Feliz Dia dos Namorados!

 

O cheiro do campo nas manhãs do outono anuncia a proximidade do inverno. A bruma fica mais densa e a orvalhada provoca conforto aos pés entre as palmas do capim, acendendo uma sensação de liberdade! A força se renova no filtro das matas em um bom dia, intenções verdadeiras!

 

Ouvem-se as aves cantando mais forte, forma de aquecer o peito, na expectativa da alimentação farta nos milharais. O nascer do sol completa o corpo morno na alegria de viver uma luminosidade estreita no tempo, quando a esperança de lua cheia que clareia convidando para a trezena de Santo Antonio. 

 

O violeiro afina a viola cantando "Santo Antonio meu pai cadê a cabaça de que não sai" e quando se dá por satisfeito pega o rumo na estrada de barro serenado, vestindo a domingueira para festejar ao lado dos amigos. Há séculos sustenta-se essa crença na reza, cântico e louvor do bem no rosário de fé e devoção.

 

Na prosa da casa enfeitada de bandeirolas cabe de tudo um pouco: amor, amizade, carinho e o desejo forte de ser feliz no pedido ao padroeiro. O foguetório se manifesta nos céus iluminando, festejando as almas perdidas e achadas. Completado os terços o licor do jenipapo é servido para dar inicio ao forrobodó...

 

Os bolinhos na janela, a moça bonita com seu vestido rendado e sorriso eterno de quem tem certeza que será agraciada, a comadre servindo a todos, iguarias de milho verde, bolinho de tapioca, cocada com milho, broas crocrantes, amendoins cozidos na panela de barro, firmam o sentimento sertanejo de louvações.

 

E o couro come!

 

                                              Olympio de Azevedo


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mai 2008

Rua Aurora

 boomp3.com
 

 

Rua Aurora

Olympio de Azevedo

 

A vontade finca a esperança avança
O mundo me faz correr do tempo
E sem presente ou futuro vivo o ato

Na entrega do corpo mansa loucura
Os astros desenham a luz sem rumo

Até estar perto de ti. É para amar...

 

Aurora, o alvorecer acorda comigo
Dança na brisa ao cruzar o olhar.
Por acaso sou o facho ser imantado

Atraindo o melhor visto do espelho

Andanças no ventre volteio loucuras!
Acordo fanal digno áurea de carinho


Silencio na fuga atropelo os sonhos
Entre linhos o espinho pica o prazer

Folguedo carnal em toda minha rua

Sangra no delírio, sina do caminhar
Na árvore a placa indica a vontade

Pergaminho da natureza teu nome!

                                  14.05.08.

 
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Olympio de Azevedo Neto

Occupation
Lieu
Centres d'intérêt 
Calmo, criativo, bem informado, poeta, compositor, jornalista, produtor fonografico, professor de geometria espacial...vagabundo profissional na levada do coração. Orgânico por intuição dos deuses africanos. O verbo tem um tempo, o tempo de uma flor...(autor)O poeta é um pescador de encantos. Orgânico por natureza, explora a beleza do estar sem necessariamente ter de ficar. Um free lancer das emoções diferentes em situações diferentes. Um relojoeiro do tic-tac dos corações analógicos. De que vale o mundo sem os lápis de cores? Azul, vermelho e branco fazem o time do meu astral. O meu canto é próprio, para poucos se poucos puderem ouvir. A beleza é tudo que voce pode encontra dentro de sí para oferecer aos amigos. O sonho é o desejo do amanhã, cabe a voce realizar.O amor tem o tempo de uma flor, nasce, morre e rebrota a todo instante. Amar é a arte de cultivar o amor com todas as qualidades e defeitos, é um prêmio da natureza entre risos e lágrimas!De bem com a vida, a vida é bela e merece ser vivida com amor.
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Colymaster

Quem me dera para saber um instante da verdade...

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